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Suas Palavras: :: Sexta-feira, Junho 27, 2003 ::

Estava pensando como é engraçado o nosso ego, e como ele nos deixa em situação constrangedora. Uma palavra dita na hora errada acaba surtindo o efeito contrário ao que se queria dizer.

Nesse fim de semana aconteceu algo assim, disse uma coisa e minha interlocutora entendeu de outra maneira. Ela se esquivou, deixou de falar comigo e me tratou com indiferença. Achei estranho, pois não tinha dito, á meu ver, nada que pudesse causar esse efeito. Comecei a ficar bravo, saí da conversa (estávamos em seis pessoas) e fui para a sala ficar deitado no chão. Rúbia me seguiu e ficou comigo, seguida minutos depois pela pessoa em questão. Conversamos e tudo ficou claro.

Na verdade, nada mais que meu ego ferido pelo suposto desprezo dela me magoou. Somos assim, geralmente. Gostamos que atenções se voltem para nós e sempre cremos que merecemos isso. Mas chego a afirmar que é tão bom ou melhor ser o coadjuvante e apreciar uma pessoa em seu delicioso monólogo. Apreciar é uma arte um tanto esquecida, mas extremamente gratificante.

Tenho estado bastante absorto com um problema que enfrento por esses dias. Tento achar meios para me precaver e não encontro solução em nada do que penso. Isso me deixa bastante aborrecido, pois acho terrificante estar á mercê do acaso e não lutar, mesmo que seja com um canivete. Nunca foi minha especialidade ter paciência, e não é agora que vou aprender a lidar com isso. Até peço desculpas por não estar postando uma linha sequer por dias seguidos, mas não está realmente sobrando cérebro pra isso.
:: ALEX TEIXEIRA 7:56 AM [+] ::
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Suas Palavras: :: Sábado, Junho 21, 2003 ::
Nada de novo sob o céu. Tudo transformado em marasmo e pouca coisa se move rumo ao novo. Vimos Matrix Reloaded, jogamos games recheados de aventuras e efeitos especiais, lemos crônicas que fervilham informações e formam a opinião da maioria. Temos acesso ilimitado ao mais puro sexo selvagem via fone, web, dvd, revistas e aos profissionais do trottoir. Mas o mundo têm se tornado bastante chato com tudo isso, pois minimizamos o que há de bom em detrimento do que é descartável. E o que é bom?!? É estar em sintonia consigo mesmo, sentir prazer em olhar alguém nos olhos e sorrir sem motivos. Não ter vergonha de não saber, perdoar por amor, ensinar com alegria. Afagar uma pessoa por sentir que é bom dar carinho, assim como receber. Amar não precisa de preceitos, e temos nos esquecido de que isso é o que realmente importa.

É claro que milhares de outras coisas são importantes, mas o mundo faz tempo já não se lembra de pequenas grandes coisas. Talvez não sobre muito além de palavras vazias. Apenas sei que quando eu estiver na derradeira viagem, quero ser lembrado por ter sido alguém bom, não por comendas ou medalhas, mas por desejar aos outros aquilo que sempre sonhei á mim. Mas palavras como altruísmo, bondade, esperança, fé e amor têm sido postas de lado afim de um novo vocabulário mais realista que agregou aos nossos dias palavras como oportunismo, inveja, dolo, ódio ou mesmo maldade pura e simples.

Como dizia um cidadão, que não lembro quem é: Penso, logo desisto!!!

Estou em viagem interna, o que me leva a raciocinar de forma sentimentalista, o que não me torna menos pragmático em termos gerais. Costumo ser um tanto quanto direto naquilo que penso e no que digo, o que me torna antipático aos que vivem querendo agradar, ou nos que são absurdamente hipócritas. Por isso tenho poucos amigos, e me reservo o direito de permanecer assim, pois meus seletos amigos são realmente amigos. Não faço festa à sociedade, apenas agracio aqueles que quero bem. Ainda assim não desprezo seja lá quem for, mas nunca fui e nunca serei sorrisos e fachada para pessoas imbecis.

Mas quem sou eu? Ainda me descubro e sempre vou permanecer assim, reaprendendo sobre meu ser todos os dias, pois um mutante está sempre em metamorfose.

"O dia lá fora está tão lindo, e não posso mais ficar aqui, dentro de mim..."
:: ALEX TEIXEIRA 9:13 AM [+] ::
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Suas Palavras: :: Sexta-feira, Junho 20, 2003 ::
Não havia pensado na possibilidade de existir ainda algo de bom para criar, escrever e ministrar aos outros em pequenas doses, como um remédio homeopático, ou um veneno que se transforma em antídoto.
Mas a veia cheia de sangue literário não me deixa quieto. Isso me foi dado atravéz da infecção de meu velho amigo Nélio, que me apresentou às letras. Hoje não sei por onde ele anda, se está vivo ou não. Nosso último encontro foi em Porto Seguro, alguns anos atrás. Tenho saudades dele, assim como de amigos que resolveram morrer. Mas não quero falar de morte, já esgotei minha paciência e meu repertório sobre esse tema, que ainda me fascina, mas que vou deixar arquivado em meu cérebro para referência futura.
Lembro de um livro de Hemmingway, que pude ler duas vezes, O Velho e o Mar. Não gosto de autores americanos, muito menos de poemas traduzidos para o português, mas esse autor sempre foi diferente, aos meus olhos. Dono de uma narrativa cheia de detalhes, ele era capaz de transportar o leitor de suas estórias (e histórias) ao local onde se desenrolava uma e outra cena. Talvez a sua estada em Paris, melhor escola literária no mundo, o tenha feito um grande escritor. Não sou crítico literário, nem tenho a intenção de parecer blasé, mas meu gosto se refinou devido aos numerosos livros que degluti como um faminto, por anos e anos. E reler uma obra é mais delicioso ainda, pois possibilita encarar e descobrir detalhes que podem passar desapercebidos numa primeira leitura. O Velho e o Mar, sem dúvida, foi um dos melhores livros que passaram por minhas mãos, talvez pela simplicidade, pela forma lúdica de mostrar vidas miseráveis, pela beleza da mensagem. Recomendo mesmo.

Essa semana está se transformando em algo bastante interessante, tivemos um feriado muito bom. Ainda estou preocupado com alguns problemas, não consegui relaxar, mas tudo se encaminha para melhor. Tenho pensado em Deus, criticado a cidade em que moro, pois Santo André está tremendamente violenta. Gostaria de viajar, mas sem carro e sem dinheiro está um tanto quanto impossível...

Saí hoje com as crianças para almoçar no shopping, cheguei e vim escrever, olhar e-mails e pensar um pouco enquanto escuto algumas músicas. Minha mente não dá trégua...ainda bem!

:: ALEX TEIXEIRA 2:22 PM [+] ::
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Suas Palavras: :: Quarta-feira, Junho 18, 2003 ::
Começo de conversa...não é simples criar um blog, até pq as mudanças que tenho que fazer me deixam um tanto contrariado. Não gosto de palavras em inglês, então mudo muita coisa no template, insiro tags (palavra em inglês) e dou roupagem nova. Mas por quê criar outro blog? Porque aqui é um lugar que criei para escrever, sobretudo para me divertir e divertir os amigos, nem sempre com idéias comuns...estou cansado de não falar, não escrever, não expôr meus pensamentos...por isso esse blog...

Espero que gostem...
:: ALEX TEIXEIRA 9:22 AM [+] ::
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